Inditos: um
novo termo para
novas reflexões

“Eles [neologismos] surgem quando a linguagem respira — são palavras novas, como ar fresco que invade a casa sólida e antiga do idioma. Nascem do olhar atento, do coração que sente antes de nomear, da liberdade de quem ousa expressar o “indito”: aquilo que ainda não foi dito, mas que já pulsa em pensamentos ou sentimentos. O indito talvez habite uma região delicada — entre o espanto do inédito, que irrompe e surpreende, e o silêncio do não dito, que se cala por conveniência ou medo”.

(Rosane Peruchi, linguista)

"A Leitora" ou "Mulher lendo", de Pierre-Auguste Renoir (1900).
“A Leitora” ou “Mulher lendo”, de Pierre-Auguste Renoir (1900).
“Leitura”, de José Ferraz de Almeida Júnior (1892).

Sobre a nossa
revista digital

A Revista Digital Inditos surge da união de interesses entre três historiadoras e uma bacharel em Direito, procurando expandir seus horizontes pessoais e profissionais. Tendo em vista a perspectiva histórica em que vivem e a paixão por livros, pela cultura e pela expressão escrita, a proposta é a produção e difusão de conteúdos provocativos e reflexivos. O objetivo não é exclusivamente o universo acadêmico, apesar do firme compromisso com a realidade, com os fatos e sobretudo com a busca pelo conhecimento. Trata-se, primordialmente, de um espaço para reflexão e apreensão da realidade a partir do não dito, do vivido em circunstâncias múltiplas e distintas. Inditos é um neologismo poético, muito bem captado pela linguista Rosane Peruchi.